Minutos de ignorancia

Começo aqui um novo exercício, e para tanto estive studando como fazê-lo, numa co-relação ignorante à prática de um novo desporte eu busquei entender os melhores equipamentos para faze-lo sem passar vergonha, em vão pois sem dúvida em algum momento meterei o pé, errarei e me envergonharei perante à você.
Sou um brasileiro de 44 anos, com dois irmãos e ainda muito ignorante quanto à questão feminina.
Faz muito pouco tempo que me dei conta de toda minha ignorancia, e devo dizer que assustou-me imensamente. Sou uma pessoa muito curiosa e me considero um homem consciente e atento aos problemas contemporaneos. Mas como estava enganado.
Mas começemos a conversa, peço então licença para adentrar nesse assunto, quero sentar, escutar e entender melhor, e peço à todas que se identificam mais com os símbolos femininos que com os masculinos, que me auxiliem na minha educação à respeito.
E aproveito também para convidar todos os demais lusófonos para aprendermos e emprendermos juntos essa jornada.
Já adianto que o objetivo não é ser apaziguador, mas indagar e isso certamente criará muito desconforto, e todos estão livres para entrar e sair desse diálogo.
No momento que escutamos sobre o assassinato de Sarah Everard, o estupro no trem em Portugal no qual os restantes ali presentes em vez de combater ao criminoso preferiram filmar, e outras notícias sobre a violencia doméstiva e institucional, me dou conta que as leio como notícias de um dia, e amanhã já me esquecerei do terror e panico destas milhares de vítimas.
Não consigo entender como na era do turismo espacial, sentir-se comfortável não é realidade para a absoluta maioria das mulheres em todos os lugares e condições.
Por hojé é só, mas é também o suficiente para reflexão. Deixo aqui parte de uma frase atribuida à Tennessee C. Claflin, algo como “… a liberdade absoluta da mulher será o amanhecer da regeneração do homem. Ao consentir tal liberdade, ele se elevará.”
A pílula foi muito importante, mas será que já não é hora de parar de remediar e sim curar essa mazela?