DAO: A via para o entendimento da ordem do universo
Dao é o nome usado pelos taoistas e inicialmente por lao tse para descrever a inteligência suprema intrínseca à manifestação.
Esta inteligência é suprema pela sua qualidade de compreender em si a não existência e a existência. Abrange o todo, inclui o total.
Qualquer nome o limita pois concede-lhe uma identidade.

Podemos chamar Dao como podemos chamar muitos outros nomes. Em todas as culturas esta inteligência suprema veste vários nomes mas o mesmo não se prende a nenhum.
Podemos compreender o fenómeno da criação ao entendermos a ordem do universo (li).
Ao contemplarem o Dao na sua manifestação dançante do yin/yang os ancestrais realizaram que a partir do zero o vazio perfeito ou seja aquilo que não continha forma mas sim uma infinidade de potencial, manifestou-se o 1 o todo perfeito (taiji). O todo como potencial manifestou-se em energia não diferenciada ainda.
Do 1 nasceu o 2 que naturalmente está associado ao yin. Nesta fase a energia polarizou ganhando qualidades diferentes, mas complementares que formavam o todo. A essas qualidades os ancestrais deram o nome de yin yang.
Do 2 da diferenciação do yin yang nasceu o três normalmente associado ao yang deu origem à fase de movimento. Desse movimento surgiu uma infinita de permutações e combinações de yin yang gerando as 10 mil coisas.
Podemos compreender este fenómeno a partir da analogia seguinte:
Do silêncio surgiu o som/verbo. Dentro do mesmo foi compreendido o silêncio também. Da conjugação e alternância de som e silêncio surgiu o ritmo. Do ritmo nasceu as várias sinfonias. E a multiplicidade de sinfonias chamamos a arte da musica.
A musica é a existência a vida contendo em si silêncios que nos fazem realizar a origem da mesma podendo assim dominar a arte de viver.
Realizar o Dao é compreender movimento do silencio até á musica assim como o movimento da musica até ao silencio.
“O Dao é a via para o entendimento da ordem do universo”